sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Resenha: Sete Ossos e Uma Maldição - Parte Dois.

Por: Léo Lima

               Olá leitores do Literama! Continuando o especial de Halloween e conforme foi prometido, aqui vai a 2ª parte da resenha do livro “Sete Ossos e uma Maldição”. A 1ª parte foi publicada mais cedo, você pode lê-la clicando aqui.

SINOPSE:

Em sequência, têm-se o sexto conto, chamado “Sete ossos e uma maldição”. Clara estava tendo pesadelos, onde sonhava com uma mulher sussurrando “Meus ossos” e isso a estava assustando muito. Sua família era espírita, e ela logo pediu ajuda a seus pais e sua tia. Na sessão espírita, uma velha incorporou sua tia e ordenou a destruição do quarto para que a casa pudesse ser purificada.

Clara ganhara um quarto novo, e uma coleção de seis bonecas. Quando foi arrumá-las, notou que havia mais uma caixa, e nela havia mais uma boneca, maior e mais bonita que todas as outras. Decidiu chamá-la de Muriel. Depois disso, seus pesadelos cessaram, mas ela sempre acordava durante a noite ouvindo o som de uma gargalhada de mulher, e pela manhã, uma de suas bonecas sempre aparecia maltratada.

Ela novamente recorre a seus pais, e o conto vai se direcionando para o fim quando uma mulher com sotaque espanhol incorpora sua tia e alega que Clara está possuída.

O sétimo conto é “O fruto da figueira velha”. Denise é uma recém-casada que estava à procura de um imóvel, e quando descobriu que uma casa enorme, com um grande terreno estava à venda por um preço baixíssimo, não pensou duas vezes ao comprá-la com seu marido. O motivo do baixo preço seria o fato de a casa ser mal assombrada, mas, segundo Denise, não tinha nada que 10 baldes de tinta não resolvam.

Um ano se passa, e a casa está irreconhecível e esbelta, a única coisa que ela manteve foi a grande figueira. Na primeira noite, ela fez um jantar em seu jardim e quando foram comer a sobremesa, não conseguiram o comer o pudim de tão ruim que estava – nenhum dos dois sabia cozinhar -, então Denise notou que a figueira estava cheia de frutos, alegando que seria a sobremesa perfeita, ela pega um figo e o divide com o marido.

Após este dia, coisas começam a acontecer e Denise passa a começar a acreditar no sobrenatural. É chegado um momento em que ela deve fazer uma terrível escolha e, desta forma, o conto vai se encaminhando para o fim.

“A procissão” é o título do oitavo conto. Ele se inicia mostrando um grupo de quatro amigos – Marita, Tomé, Carlos e Adriano – que estavam andando numa rua deserta, até que Adriano olha ao longe uma procissão de mulheres passando. Elas andavam lentamente e tinha um véu negro sobre suas cabeças. Algo maligno emanava dali. Questionando os amigos ele se dá conta que apenas ele está vendo àquilo.

O que mais o estranhou foi ter visto Marita junto com sua mãe e vó no meio da procissão, mas não conseguiu contar isso a ela. Assim, ele fica intrigado e vai à casa de Marita por respostas, já que a sua vó vem de um lugar onde bruxaria é algo comum, e quando descobre a verdade sobre a família, já é tarde demais.

O penúltimo conto chama-se “Morte na estrada” e relata sobre uma família que sofreu uma experiência um tanto estranha. Ela consiste no seguinte: Uma mulher aparece na estrada pedindo socorro, alegando que sofreu um acidente e que seus três filhos estão dentro do carro, ainda vivos. Quando a família chega ao local, de fato há três crianças vivas, porém a mulher que pedira ajuda está ao volante, morta.

Três anos se passam, e Tico deixa de ter pesadelos sobre o que aconteceu, mas quando ele encontra Dolores perto de sua casa, tudo muda e ele caminha em direção a uma armadilha.

O último conto, por sua vez, é “O elevador”. Nele mostra pai e filho indo se mudar para um prédio vagabundo que cheirava muito mal. Como se isso não bastasse, havia um elevador que rangia muito quando era utilizado. Quando ele foi dormir, começou a ouvir muito barulho, vindo do elevador.

Ele passa a ficar intrigado e decide investigar a situação. À medida que ele prossegue sua investigação, ele descobre coisas que o fazia se arrepender de ter começado tudo isso.

CRÍTICA:

Esses últimos cinco contos eu admito que não gostei muito, os finais ou ficaram muito vagos ou ficavam meio: WTF? Bom, cada um com seu gosto, irei fazer uma breve crítica destes últimos contos – again -.

Conto 6 – Sete ossos e uma maldição

Cria-se muita expectativa por este conto, já que é o título do livro, mas admito que o final deste ficou bastante vago. Não sei se me faltou imaginação ou capacidade de dedução, mas achei que poderia ter sido mais especificado certas coisas, para que o final ficasse mais coerente. Gostei bastante do enredo e até fiquei com um pouco de medo enquanto estava lendo, se o desfecho tivesse sido melhor, seria o melhor conto do livro, sem dúvida.

Conto 7 – O fruto da figueira velha

Tanto a história quanto o desfecho deste conto são excepcionais. Eu só não gostei muito da “força maligna” do conto, ficou muito fantasioso. Mas fora isto, eu adorei a forma que Denise negligenciava o sobrenatural, pois é uma coisa que muito adulto faz, por isso achei bastante realista.

Conto 8 – A procissão

Acho que esse foi o conto que mais me deu medo. Foi muito sinistro a aparição que Adriano teve, e mostrando ainda sua amiga com mãe e vó, te faz imaginar o que seria tudo aquilo, uma vez que as três estavam vivas. Quando ele começa a descobrir a verdade sobre a família dela, o conto vai se concluindo, eu só achei que o final ficou sem fundamento, mais uma vez me pergunto: será que minha capacidade dedutiva está falhando ou o final deixou a desejar?

Conto 9 – Morte na Estrada

Esse conto me deixou bastante confuso. Uma lenda urbana pairava pela cidade e todos tinham conhecimento dela, mas quando a exata situação passa a ocorrer com a família de Tico eles simplesmente não relacionam a situação com a lenda e seguem o mesmo roteiro esperado. Isso não teve lógica. E o final, quando Dolores manda ele segui-la, ele simplesmente obedece! Quem diabos seguiria uma menina até os limites da cidade por pura curiosidade?

Conto 10 – O elevador

Esse conto foi bem estruturado, mas eu esperava mais do final. Gostei muito do enredo, das situações em que ele se meteu para desvendar o mistério, mas eu esperava algo mais trágico. Fora isto, achei bastante legal a situação que foi mostrada, faz o leitor ficar imaginando o porquê das coisas, se vocês pararem pra pensar – da mesma forma que eu fiz -, conseguirão compreender o que realmente causou tudo.


Léo Lima - Pernambucano, estudante de Engenharia Civil. Casado com a leitura, às vezes à traí com os animes, sua outra paixão. Como qualquer geek contemporâneo ama games, séries e filmes - de terror principalmente -. Se você o encontrar na rua, provavelmente ele estará com um livro em mãos e não será de cálculo.
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