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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Resenha: Sete Ossos e Uma Maldição - Parte Dois.

Por: Léo Lima

               Olá leitores do Literama! Continuando o especial de Halloween e conforme foi prometido, aqui vai a 2ª parte da resenha do livro “Sete Ossos e uma Maldição”. A 1ª parte foi publicada mais cedo, você pode lê-la clicando aqui.

SINOPSE:

Em sequência, têm-se o sexto conto, chamado “Sete ossos e uma maldição”. Clara estava tendo pesadelos, onde sonhava com uma mulher sussurrando “Meus ossos” e isso a estava assustando muito. Sua família era espírita, e ela logo pediu ajuda a seus pais e sua tia. Na sessão espírita, uma velha incorporou sua tia e ordenou a destruição do quarto para que a casa pudesse ser purificada.

Clara ganhara um quarto novo, e uma coleção de seis bonecas. Quando foi arrumá-las, notou que havia mais uma caixa, e nela havia mais uma boneca, maior e mais bonita que todas as outras. Decidiu chamá-la de Muriel. Depois disso, seus pesadelos cessaram, mas ela sempre acordava durante a noite ouvindo o som de uma gargalhada de mulher, e pela manhã, uma de suas bonecas sempre aparecia maltratada.

Ela novamente recorre a seus pais, e o conto vai se direcionando para o fim quando uma mulher com sotaque espanhol incorpora sua tia e alega que Clara está possuída.

O sétimo conto é “O fruto da figueira velha”. Denise é uma recém-casada que estava à procura de um imóvel, e quando descobriu que uma casa enorme, com um grande terreno estava à venda por um preço baixíssimo, não pensou duas vezes ao comprá-la com seu marido. O motivo do baixo preço seria o fato de a casa ser mal assombrada, mas, segundo Denise, não tinha nada que 10 baldes de tinta não resolvam.

Um ano se passa, e a casa está irreconhecível e esbelta, a única coisa que ela manteve foi a grande figueira. Na primeira noite, ela fez um jantar em seu jardim e quando foram comer a sobremesa, não conseguiram o comer o pudim de tão ruim que estava – nenhum dos dois sabia cozinhar -, então Denise notou que a figueira estava cheia de frutos, alegando que seria a sobremesa perfeita, ela pega um figo e o divide com o marido.

Após este dia, coisas começam a acontecer e Denise passa a começar a acreditar no sobrenatural. É chegado um momento em que ela deve fazer uma terrível escolha e, desta forma, o conto vai se encaminhando para o fim.

“A procissão” é o título do oitavo conto. Ele se inicia mostrando um grupo de quatro amigos – Marita, Tomé, Carlos e Adriano – que estavam andando numa rua deserta, até que Adriano olha ao longe uma procissão de mulheres passando. Elas andavam lentamente e tinha um véu negro sobre suas cabeças. Algo maligno emanava dali. Questionando os amigos ele se dá conta que apenas ele está vendo àquilo.

O que mais o estranhou foi ter visto Marita junto com sua mãe e vó no meio da procissão, mas não conseguiu contar isso a ela. Assim, ele fica intrigado e vai à casa de Marita por respostas, já que a sua vó vem de um lugar onde bruxaria é algo comum, e quando descobre a verdade sobre a família, já é tarde demais.

O penúltimo conto chama-se “Morte na estrada” e relata sobre uma família que sofreu uma experiência um tanto estranha. Ela consiste no seguinte: Uma mulher aparece na estrada pedindo socorro, alegando que sofreu um acidente e que seus três filhos estão dentro do carro, ainda vivos. Quando a família chega ao local, de fato há três crianças vivas, porém a mulher que pedira ajuda está ao volante, morta.

Três anos se passam, e Tico deixa de ter pesadelos sobre o que aconteceu, mas quando ele encontra Dolores perto de sua casa, tudo muda e ele caminha em direção a uma armadilha.

O último conto, por sua vez, é “O elevador”. Nele mostra pai e filho indo se mudar para um prédio vagabundo que cheirava muito mal. Como se isso não bastasse, havia um elevador que rangia muito quando era utilizado. Quando ele foi dormir, começou a ouvir muito barulho, vindo do elevador.

Ele passa a ficar intrigado e decide investigar a situação. À medida que ele prossegue sua investigação, ele descobre coisas que o fazia se arrepender de ter começado tudo isso.

CRÍTICA:

Esses últimos cinco contos eu admito que não gostei muito, os finais ou ficaram muito vagos ou ficavam meio: WTF? Bom, cada um com seu gosto, irei fazer uma breve crítica destes últimos contos – again -.

Conto 6 – Sete ossos e uma maldição

Cria-se muita expectativa por este conto, já que é o título do livro, mas admito que o final deste ficou bastante vago. Não sei se me faltou imaginação ou capacidade de dedução, mas achei que poderia ter sido mais especificado certas coisas, para que o final ficasse mais coerente. Gostei bastante do enredo e até fiquei com um pouco de medo enquanto estava lendo, se o desfecho tivesse sido melhor, seria o melhor conto do livro, sem dúvida.

Conto 7 – O fruto da figueira velha

Tanto a história quanto o desfecho deste conto são excepcionais. Eu só não gostei muito da “força maligna” do conto, ficou muito fantasioso. Mas fora isto, eu adorei a forma que Denise negligenciava o sobrenatural, pois é uma coisa que muito adulto faz, por isso achei bastante realista.

Conto 8 – A procissão

Acho que esse foi o conto que mais me deu medo. Foi muito sinistro a aparição que Adriano teve, e mostrando ainda sua amiga com mãe e vó, te faz imaginar o que seria tudo aquilo, uma vez que as três estavam vivas. Quando ele começa a descobrir a verdade sobre a família dela, o conto vai se concluindo, eu só achei que o final ficou sem fundamento, mais uma vez me pergunto: será que minha capacidade dedutiva está falhando ou o final deixou a desejar?

Conto 9 – Morte na Estrada

Esse conto me deixou bastante confuso. Uma lenda urbana pairava pela cidade e todos tinham conhecimento dela, mas quando a exata situação passa a ocorrer com a família de Tico eles simplesmente não relacionam a situação com a lenda e seguem o mesmo roteiro esperado. Isso não teve lógica. E o final, quando Dolores manda ele segui-la, ele simplesmente obedece! Quem diabos seguiria uma menina até os limites da cidade por pura curiosidade?

Conto 10 – O elevador

Esse conto foi bem estruturado, mas eu esperava mais do final. Gostei muito do enredo, das situações em que ele se meteu para desvendar o mistério, mas eu esperava algo mais trágico. Fora isto, achei bastante legal a situação que foi mostrada, faz o leitor ficar imaginando o porquê das coisas, se vocês pararem pra pensar – da mesma forma que eu fiz -, conseguirão compreender o que realmente causou tudo.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Resenha: Sete Ossos e uma Maldição - Parte Um.

Por: Léo Lima

             Olá leitores do Literama! Em homenagem ao Halloween, o livro da vez será um pouco assustador. Li ele há sete anos, mais ou menos, na época que estudei em colégio militar – sim gente, ele estudou (Alysson falando) - e achei a capa meio assustadora na biblioteca de lá. Inicialmente, achei que o livro seguiria uma linha de raciocínio, mas, na verdade, o livro mostra 10 contos distintos, mas que podem deixar você meio desconfiado na hora de dormir, hehe.

Irei dividir as resenhas em duas partes, já que optei por falar do livro como um todo e sobre cada um dos contos. Espero que gostem!

SINOPSE:

O primeiro conto chama-se “Crianças à venda. Tratar aqui.”. Ele fala sobre Marialva, uma mulher de vida miserável e que tinha nove filhos. Depois de quatro terem morrido de doença ou de fome, ela decide colocar seus filhos à venda, para que eles possam ter uma vida melhor do que ela teve.

O primeiro filho a partir foi Tião, levado por uma família americana, cerca de um mês depois, foi mandada para a família uma foto mostrando ele com brinquedos novos e com uma expressão feliz, e Marialva concluiu que fez a coisa certa. A segunda foi Francineide e em seguida Ronivon.

O seguinte seria Fabiojunio, uma família de Cruz Alta já havia fechado negócio e estava para chegar e ir buscar o menino. Quando o casal chegou, Simara – a irmã mais velha – achou o casal um tanto esquisito, mas ao questionar isso para a mãe, ela dá de ombros e alega que ricos são todos esquisitos.

A cada mês era enviada uma foto de Fabiojunio para a família acompanhada com uma boa quantia em dinheiro, Simara sempre achava a expressão do irmão cada vez mais estranha e triste, mas sua mãe já mal olhava para as fotos, sempre de olho na quantia em dinheiro que vinha junto.

“A última foto era ainda mais impressionante. Solitário, sentado à cabeceira de uma mesa imensa, de madeira escura e polida, Fabiojunio não olhava para a baixela de prata à sua frente, nem para a louça filetada de ouro, nem para os talheres de cabo de madrepérola. Seu olhar tampouco se dirigia para o fotógrafo. Parecia fixar-se num ponto impossível, distante, muito além da realidade.”

Intrigada, ela recorreu ao padre e pediu sua lente de aumento, para que pudesse investigar minuciosamente a foto do irmão. O resultado a surpreende e ela se vê necessitada a ir onde o irmão está para salva-lo deste casal. O fim deste conto acaba sendo bem curioso, pois o fim deixa um diálogo solto, fazendo o leitor imaginar o que realmente aconteceu.

O segundo conto chama-se “Devolva minha aliança”. Pedro e Antônio, dois amigos de infância, costumavam brincar no cemitério ali perto, apenas durante o dia. Mas à medida que eles cresciam, a curiosidade de experimentar coisas novas se sobrepunha ao medo e decidiram se aventurar por ali durante a noite.

Certo dia, Antônio tropeçou numa cruz e caiu no chão, Pedro tentou agarrar o amigo pelo tornozelo, e rapidamente levou um coice do amigo, que estava apavorado. Correram dali e só ao chegar à rua, puderam compreender o que tinha de fato acontecido. Porém, a partir deste dia, Antônio ficou convencido de que se fosse um defunto de verdade, ele teria desferido um coice em seu rosto, e foi isso que ele saiu espalhando por aí.

Pedro já estava ficando de saco cheio e desafiou seu amigo a ir buscar a aliança da noiva que havia sido enterrada mais cedo. Dessa vez ele teria plateia à sua espera na porta do cemitério, e não podia recusar, mesmo estando com muito medo.

Conseguiu pegar a aliança, mas antes de chegar à porta do cemitério ela desapareceu. Depois disto, certas coisas começaram a acontecer com Antônio, e o final desta vez é bem conclusivo.

“Os três cachorros do senhor Heitor, é o nome do terceiro conto. Inicialmente é mostrada a notícia de que Zé Luiz – um garoto de dez anos que vivia na pequena cidade de Bambuzal - morreu. Aparentemente, não haviam marcas de violência em seu corpo, apenas uma expressão de puro medo em sua face. Quem a via podia jurar que ele morreu de susto. Até que reparam que havia marcas de mordidas nos braços e em seu pescoço.

Feita a autópsia, descobre-se que a causa da morte foi ataque cardíaco, provocada por uma fortíssima emoção e que as marcas de mordidas foram muito superficiais para chegar a feri-lo.

Desta forma, Marcelo – amigo de Zé Luiz – fica muito curioso e decide investigar quem matou o garoto – porque disso ele tinha certeza, havia um assassino -.

Caminhando pela cidade ele nota que a casa de dona Zezé estava com luzes acesas, o que era muito curioso já que ela já havia morrido, e, como todos achavam que sua casa era mal assombrada, ninguém ousaria comprar o imóvel. Mas isso era o que bastava! Ele tinha certeza que o motivo da morte de seu amigo estava relacionado a isto.

Assim, ele começa sua investigação à procura de respostas com apenas uma certeza em mente: o culpado era o atual morador daquela residência.

Em sequência, tem-se o quarto conto chamado “Dentes tão brancos. Nele, conta que Andréia havia ido para uma festa de sua amiga Mariana. Era uma festa à fantasia com o tema “Morte”. Assim, os convidados pensavam numa forma de passar dessa pra melhor e arranjar uma fantasia que combinasse com isto.

Chegando lá muito cedo, ela vai para o jardim passar o tempo e acaba conhecendo um violinista de beleza estonteante. Cabelos longos e ruivos, pele pálida, olhos violeta, alto e magro, foram suficientes para “seduzir” Andréia, e ela rapidamente se apaixonara pelo rapaz após um pequeno diálogo.

Prometendo a ela que ficarão juntos, manda-a esperar por ele atrás de uma árvore e, à meia noite, ele irá lá buscá-la. O resultado deste encontro mostra a verdadeira natureza do rapaz e conduz o conto para seu fim.

Logo em seguida, o quinto conto, “O chapéu de guizos”. Conta-se que um garoto de treze anos ouvia vozes desde sempre. Isso nunca o assustou, nem mesmo quando era criança, mas agora, aos 13 anos, estava apavorado com a voz do chinês.
Mexendo nas quinquilharias de sua avó, ele encontra enrolado num pano uma imagem de louça de um chinês. Lembrava muito o senhor Chan, o velho quitandeiro que vendia verduras a sua vó. Misteriosamente, ele havia sido assassinado anos atrás. Além desta semelhança, nada mais o chamou atenção, com exceção de seu chapéu de guizos.

Depois disto, ele decidiu esconder a imagem de louça consigo, quando ele foi dormir a voz pediu para que ele o colocasse embaixo de seu travesseiro. Mas por curiosidade do que por vontade, ele obedece à voz. Ao acordar, não nota nada de diferente consigo mesmo e segue sua rotina.

Coisas acontecem durante este dia, e chegando ao seu término ele entende o porquê do pedido do chinês e quando as peças se encaixam, já é tarde demais.

CRÍTICA:

Bom, primeiramente falarei sobre o que achei do livro em si e depois sobre os contos abordados até o momento. O livro mostra contos de suspense, fantasia e terror, porém não é nada apelativo. A linguagem usada por Rosa é bem direta e envolvente, começa contando suas histórias de forma inocente e sem tanta expectativa e quando você se dá conta está louco para saber o que irá acontecer!

Seus contos têm início, meio e fim, são bem estruturados, e o leitor deve sempre ler os finais atentamente, pois com ele você consegue deduzir bastante coisa – tipo: “O que ele/ela era?”, “Por que faziam isso?”, “Quem fez isto?”, coisas deste gênero -. Achei isto muito bacana, pois, mesmo com pouco texto, você consegue abranger a história de acordo com sua capacidade de dedução.

Outro ponto positivo é que a narrativa te mostra coisas que você faria naquela mesma situação, aposto que assistindo algo de terror você imagina: “Por que diabos ele iria fazer isso?”, hehe.

Um detalhe que gostaria de mencionar é que o livro é nacional. Bom, eu tenho um pouco de receio de ler livros nacionais e não gostar muito, já que os gêneros de livros que gosto são bem raros de serem escritos no Brasil, mas este livro me agradou bastante!

Existem alguns contos que não gostei muito, mas acho que isto vai do gosto de cada um, irei falar agora um pouquinho sobre o que achei deles individualmente:

Conto 1 – Crianças à venda. Tratar aqui.

Achei que a personalidade de dona Marialva se mostrou bastante duvidosa, uma vez que a quantia de dinheiro recebida a fazia prestar pouca atenção às fotos de seu filho. Não gostei disto ter acontecido, pois o início do conto te faz pensar que ela agia de boa fé – e realmente agia – então não achei necessário fazê-la ficar tão interesseira! Mas fora isto o conto foi bastante legal e criativo, e te deixa morrendo de pena de Simara :/       

Conto 2 – Devolva minha aliança

Achei este conto bastante interessante, pois conta sobre algo que muita criança já teve vontade de fazer ao menos eu já tive ._. -. Achei o enredo dele bastante envolvente e te faz criar bastante expectativa quanto ao que está por vir, e isso te impede de gostar do final! Simplesmente não aceito um fim tão fraco pra uma história tão boa, mas foi conclusivo e é o que importa...

Conto 3 – Os três cachorros do senhor Heitor

Este conto foi muito interessante no fator: “Adivinhe como Zé Luiz morreu”. Quando você lê a primeira página, você acha que ele morre por um motivo bastante óbvio, mas quando a história começa a se desenrolar, já é certo quem o matou e só resta o fator: “Por quê? Como?”, e isto é o bacana do conto, ele te faz criar teorias. O final fica em aberto para o leitor tentar adivinhar o que acontecerá, sério, gostei muito da forma como o conto foi passado!

Conto 4 – Dentes tão brancos

Confesso que este conto foi muito ridículo – em minha opinião. Sério, que tipo de garota se apaixona por um cara que acaba de conhecer? E ainda mais, o obedece quando ele a manda não falar com ninguém e apenas esperar por ele atrás da árvore! Claro que tem coisas legais que aconteceram, o final, por exemplo. Foi muito bacana como a história foi concluída, só achei que a autora pecou neste aspecto.

Conto 5 – O chapéu de guizos

Sem dúvidas foi o meu preferido dentre estes cinco primeiros contos. O conto é bem curto e direto, não explica muito o porquê de tais coisas aconteceram, elas simplesmente acontecem, e no final, o último parágrafo com apenas duas frases consegue explicar muita coisa e é aí que entra o fator dedução.
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Resenha: Annabelle

Por: Alysson Rocha

Hey folks! O post de hoje é sobre um filme que está tendo uma repercussão enorme tanto no Brasil quanto na gringa. Sim! É de Annabelle – boneca feiosa  que estou falando!

Annabelle é um spin-off de “Invocação do Mal” (The Conjuring). O filme se passa em um tempo cronológico que antecede o outro filme. Baseada em fatos reais, a história fala sobre uma boneca possuída – e muito feia -, que foi responsável por várias manifestações demoníacas nos Estados Unidos, na década de 70.

Atualmente, a boneca está guardada em um museu. Ao contrário da maioria das resenhas que vi sobre Annabelle - boneca feia pra caramba -, não vou falar sobre a sinopse ou que acontece no filme. Assista e você saberá! Resta-me, então, emitir minha opinião.

Eu, particularmente, não achei esse filme muito empolgante. Desde que vi o trailer, nada me impressionou e depois que assisti, continuei com minha opinião. O que acontece é que o filme é uma produção cinematográfica clichê – estamos cansados de ver filmes com bonecos -. Longe de ser uma superprodução a nível hollywoodiano de fazer “a coisa toda”, o filme não possui riqueza alguma em seus efeitos especiais! 

A “graça” do filme fica por conta dos sustos inesperados que a trilha sonora de suspense causa. Tem partes do filme que ao invés de você ter medo, irá rir, mas o humor involuntário é normal. A parte interessante seja, talvez, a parte que a Maria Bethânia vem correndo em direção à Mia. Fico triste pelos atores do filme, pois interpretam muito bem, mas não há muito o que fazer em cena. A realidade – sejamos francos – é que o mercado dos filmes de terror caiu. Não há mais ideias inovadoras que prendam o público. É isso gente! #Chateado com esse filme. Se você não assistiu, assista, e se caso não gostar, seja bem-vindo ao clubinho dos #chateados. Deixem nos comments o que vocês acharam!

Ps.: Lembrar de recomendar para "azinimigas"
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domingo, 26 de outubro de 2014

Resenha: O Lado Bom da Vida

Por: Léo Lima

                   Olá leitores do Literama! Comprei este livro porque eu já tinha ouvido falar do filme e, antes de assisti-lo, decidi ler o livro primeiro. Foi o primeiro e único livro do Matthew que li, e gostei bastante. Lendo o verso do livro, achei bem interessante e me deu tanta curiosidade que li o livro todo numa tarde!

SINOPSE:  
      
            O protagonista se chama Pat Peoples, um cara que está na faixa etária dos 30 anos e que acredita, acima de tudo, em finais felizes. Ele foi enviado para “o lugar ruim”, como ele gosta de chamar. Na verdade, o lugar ruim é um hospital psiquiátrico. Ele foi enviado pra lá há um tempo e não consegue lembrar o motivo disto.
O tempo que ele passou nesse hospital, o fez pensar muito no tempo em que era casado com Nikki, e o incentivou a fazer de tudo para que quando saísse de lá, pudessem se reconciliar. Consequentemente, ele fica viciado em exercícios físicos, alegando que Nikki adora homens com peitoral.

O livro se inicia com sua mãe indo visitá-lo e informando que ele poderia voltar pra casa, contanto que ele prometa não procurar Nikki outra vez e que toda sexta-feira vá se consultar com seu terapeuta. Ele aceita as condições, porém não estava nada disposto a cumprir a primeira promessa. Chegando em casa, seu pai se recusa a falar com o filho por motivos, até então, desconhecidos.

            Sua rotina basicamente é a mesma: acordar, tomar seus remédios, fazer flexões, sair para correr, tomar seus remédios, e assim por diante. Certo dia, seu melhor amigo de infância, Ronnie, o convida para um jantar formal em sua casa. O convite não pareceu certo à Pat, uma vez que Veronica – esposa de Ronnie – nunca gostou dele.

            Após falar com seu terapeuta, decide aceitar o convite de Ronnie e lá conhece a irmã de Veronica, Tiffany, uma mulher mais velha e muito depressiva. Após esse dia, Tiffany passa a perseguir Pat em suas caminhadas, o que o incomoda muito ao ponto de deixa-lo totalmente disposto a fazê-la parar.

            Desta forma, a história vai prosseguindo e quando você menos perceber estará torcendo para que certas coisas se concretizem. Devo parar por aqui se vocês não quiserem ler spoilers, hehe.

CRÍTICA:

            O lado bom da vida, foi um livro que me fez olhar a vida de uma forma diferente, já que Pat sempre procura a gentileza ao invés da razão. Um dos pontos fortes do livro é, sem sombra de dúvidas, o nome dos capítulos! Você se diverte bastante lendo-os e tentando adivinhar sobre o que será o capítulo.

            Outra coisa bastante interessante neste livro, é como a história se desenrola! O autor consegue passar vários fatos de forma rápida e sucinta, foi uma experiência muito bacana. Ah! Não posso deixar de mencionar como Tiffany consegue cativar o leitor com seu jeito “boca-suja” de ser.

            Eu não costumo gostar muito de livros desse gênero, sem ação ou algo sobrenatural – “é geek gente, não tô dizendo – Alysson falando” -. Ainda assim, esse livro conseguiu atiçar bastante minha curiosidade, pois ele deixa muitas pontas soltas no início, para só depois explicá-las.


          Ainda falando em pontas soltas, devo explicar o porquê de ter dado uma nota 8 de 10. É o seguinte: o livro explica muita coisa sobre o pai de Pat, mas não deu nenhuma justificativa válida para ele ser do jeito que é, e isso me chateou um pouco. Fora este pequeno detalhe, o livro é ótimoRecomendo!
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sábado, 25 de outubro de 2014

Resenha: O Teorema Katherine.

Por: Léo Lima


            Olá leitores do Literama! Ninguém em particular me recomendou esse livro, mas quando eu li o “A Culpa é das Estrelas”, fiquei louco para conhecer outros livros do belíssimo autor John Green. A princípio, quando li o verso do livro eu vi: "19 Katherines por enquanto..." e logo pensei que a história seria sobre um adulto, mas quando comecei a ler, descobri que Colin Singleton era um adolescente que estava se formando no Ensino Médio.

SINOPSE:
            
Sem mais enrolação! O livro fala sobre um adolescente que é considerado um prodígio, o que é diferente de gênio. Para ele, gênios criam coisas e prodígios apenas aprendem o que os gênios inventam. Isso o incomoda muito, pois ele tem muito medo de não conseguir fazer nada grandioso em sua vida. Colin sempre se apaixona por garotas do mesmo nome, especificamente: Katherine. Não pode ser Katies, Kats, Kitties, Cathys e nem, Deus o livre, Catherines. Outro detalhe! Singleton sempre leva um pé na bunda das Katherines. Após sua 19ª Katherine ter cansado dele, o garoto fica totalmente deprimido e, cansado de ver o amigo desse jeito, Hassan - um cara um tanto gordo e hirsuto de ascendência libanesa ou como gosto de chamá-lo: melhor amigo de Colin - o chama para viajar.

Sem um destino em mente, eles partem no Rabecão de Satã, carro de Colin. Ao passo que ele vai dirigindo, começa a lembrar do seu passado até o ponto onde o livro mostra um flashback de como foi seu encontro com sua 1ª Katherine. O livro segue esta tendência! Sempre em algumas partes ele mostra em ordem cronológica, como Colin se apaixonou e como levou um pé na bunda de suas Katherines.

Colin e Hassan decidem fazer uma parada para conhecer o túmulo do Arquiduque Francisco Ferdinando, situado na pequena cidade de Gutshot. Ao chegarem lá, os dois conhecem a "guia turística" Lindsey LeeWeels. Eles se tornam amigos e ficam hospedados na casa de Lindsey durante algum tempo. Nesse meio tempo, Colin chega à conclusão de que quer criar um teorema em que ele possa descobrir quanto tempo um relacionamento irá durar e, ao longo do tempo, tenta adicionar fatores e circunstâncias em seus cálculos e gráficos malucos. Colin tem esperanças que talvez isso se torne o momento "Eureka" de sua vida.

Acho que se eu passar deste ponto, posso entrar no terreno perigoso dos spoilers, então acho melhor parar por aqui!

CRÍTICA:

Eu costumo sempre gostar muito dos livros do tio John, mas esse eu amei. Sério! O humor inteligente que ele consegue por neste livro é simplesmente fabuloso! Isso torna a leitura muito espontânea e engraçadíssima! Um dos pontos fortes do livro é o seu melhor amigo, Hassan, que consegue ser engraçado ao extremo em situações peculiares. Sério! Eu tive muitas crises de risos com os diálogos dos dois.

Outra coisa que você vai notar muito frequentemente nesse livro são as notas de rodapé! Normalmente não gosto muito, mas a forma com que ele traz esta ferramenta para o livro, só te faz ficar com mais vontade ainda de ler o livro porque: a) Você realmente aprende certas coisas lendo-as; b) Ele deixa algumas pontas soltas, prometendo que depois vai explicar as coisas e c) Às vezes essas notas de rodapé têm coisas mais engraçadas que o próprio trecho. Sério! Certifique-se de ler todas.

Eu, particularmente, amo matemática, mas se você não gosta, não precisa se preocupar! Esse elemento está presente no livro, mas de maneira leve e bem explicada. Não é nenhum bicho de sete cabeças! Você conseguirá entender tudo de forma tranquila. O tio John está de parabéns por ter conseguido criar uma história diferente sobre um assunto inédito e que apesar dos pesares conseguiu me fazer devorar as páginas do livro para poder saber o que aconteceria no final da história.

Numa escala de 0 a 10, minha nota com certeza é 10. Não se esqueça de recomendar este livro para seus amigos, eles certamente irão adorar tanto quanto nós adoramos.

Observação: Após ler O Teorema de Katherine, cuidado ao usar a gíria fugging - e suas variações -  em sua vida. É extremamente vicioso!                                
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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Resenha cinematográfica: Noé

Noé (em inglês Noah) é um filme épico que está em cartaz nos vários cinemas do mundo. É baseado na história bíblica da Arca de Noé. 

O filme conta a história de Noé (Russell Crowe) que vive com sua esposa Naameh (Jennifer Connelly) e seus três filhos em uma terra desolada, e aparentemente sem esperanças de vida. Noé passou a receber mensagens do criador em forma de visões avisando-o que deveria ir ao encontro de Matusalém. Durante o percurso, Noé acaba salvando a vida de Isla (Emma Watson) que possui um ferimento grave na barriga. Quando encontra Matusalém, Noé descobre que tem a missão de construir uma arca que abrigará os animais durante o dilúvio que está por vir.

Ao começar do filme, o espectador se depara com uma terra sem fauna e flora, apenas poeira e terra que se estendem por milhares de quilômetros. A impressão que se tem é de uma terra de brasas quentes. As pessoas perseguem umas as outras e guerreiam entre si para conseguir água e alimentos para sobreviverem. Fica claro que a humanidade está se acabando e ao mesmo tempo aniquilando com o restante de vida existente no planeta.

Acho que além de contar a história bíblica nas telas de cinema, o intuito é levantar a discussão de qual posição o homem tem sobre o fim dos tempos. A fé e a crença em Deus de Noé são explícitas durante todo o filme. Diante dessa fé fanática, Noé, ao mandado do criador, constrói uma arca para que os animais se salvem ao mesmo tempo em que milhares de pessoas morrerão afogadas.

É perturbador ouvir os gritos e gemidos agonizantes daqueles que não foram contemplados a se salvarem. Essa atitude considerada egoísta levanta um questionamento sobre a possível dubiedade moral e ideológica de Noé na construção da arca. Durante o filme, a personagem passa por vários conflitos internos, mostrando que por mais que tenha sido salvo, é um humano como qualquer outro, nem mais, nem menos. Frase do filme: “O mal está em todos nós, sob os mais diversos aspectos”.

A imagem de mundo fantástico é de deixar qualquer um maravilhado. O filme é rico em efeitos especiais. Os guardiões gigantes de pedra que protegem Matusalém são pura fantasia. E a figura de um Deus punidor está inserida desde o começo do filme. Pura questão de mercado, e é como eu tinha falado em um post: a indústria do cinema precisa chamar a atenção do público.

Acho interessante a perspectiva que se passa quando dizem que a próxima intervenção divina não será por meio de água, mas por meio de fogo (isso deve estar na bíblia inclusive). Não interpretei no sentindo literal porque provavelmente não irão cair bolas de fogo do céu. O fogo retratado no filme é a guerra entre os homens, até porque o respeito ao próximo está em extinção.

Tenho essa desconfiança que os humanos ainda guerrearão (pode ser por comida, pode ser por petróleo ou qualquer outra coisa), e se acabarão por meio da guerra. É só lembrar quantas pessoas foram mortas na 1ª e na 2ª guerra. É um enxergar profético, mas é uma realidade vista na sociedade. Há quem se faça de cego diante da vida real e que prefira viver em um mundo de fantasias.

Uma ideia passada pelo filme é de que o fogo destrói e a água limpa, eu creio que seja verdade. A água é o maior exemplo de que se pode dicotomizar o puro do impuro. E por que não do bem e do mal? A discussão sobre servir a Deus e a culpa do próprio homem nas consequências de fazer o “mal” podem (e devem) ser levadas para a nossa realidade. 

Confira o trailer:

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