sábado, 27 de junho de 2015

Supreme Court rules in favor of same-sex marriage nationwide

All kinds of love! It is not about family, it is about people being and doing whatever they want to! It is about human rights! The right to equality is guaranteed to all people regardless of color, race, sexual orientation, and so on. If you think that a person who fights for these rights is an idiot, I'm sorry to inform you, but the idiot is you! Come on! We're in the 21st century! If you believe that a family can be just composed by a father, a mother, a couple of kids and a little dog, you are very wrong! The concept of traditional family has been passed through the centuries. That is enough! Any person must have the right of dating, get married, moving out and living together with any person, as well as educating a kid - if that way they would want to - regardless of be composed of two men or two women or a man and a woman. That is all Folks!

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível

Por: Léo Lima                

                                    Olá leitores do Literama! Vou falar sobre um livro que eu gostei bastante e está na lista entre os melhores livros que já li. Quando fui procurar saber do livro, eu achei bem peculiar a forma como a sinopse foi tratada e isso me interessou bastante! Quando terminei de ler, fui assistir ao filme e achei a adaptação muito bem feita.

SINOPSE:

“As vantagens de ser invisível” fala sobre a vida de Charlie - um menino de 15 anos que é bastante diferente dos demais, não aparentemente, mas emocionalmente -. Ele tem uma visão solitária do mundo e está sempre escrevendo cartas para um amigo desconhecido descrevendo cada acontecimento de sua vida e é desta forma que a história é mostrada.

Existem diversos problemas aos quais ele tem que enfrentar: o suicídio de seu único amigo, dificuldades na escola, seu primeiro amor e suas crises existenciais. Em meio a isso, ele chega a conclusão de que deve deixar de ser um expectador em sua vida e começar a atuar na mesma.

Em um jogo de futebol, Charlie conhece Patrick e Sam e depois disso a rotina dele muda drasticamente. Com esses dois, ele vai aprender o que é amizade e como conviver com pessoas diferentes. Charlie nutre uma paixão secreta por Sam, e assim ele vai descobrindo o que é o amor.

Durante o livro, Charlie é atormentado pelos fantasmas de seu passado através de flashbacks. Pouco a pouco, ele vai se recordando das coisas que aconteceram para que o seu crescimento fosse tão perturbado. Desta forma, Charlie vai crescendo e aprendendo, levando-nos em sua jornada.

Bom pessoal, o livro nos mostra uma história magnífica e prefiro deixar vocês descobrirem como ela se desenrola. Desvende as lacunas que deixei abertas. Boa leitura!

CRÍTICA:

Stephen Chbosky está de parabéns! Conseguiu escrever um livro que te faz pensar sobre tudo: sua vida, o cotidiano e sobre quem você é. O perfil do protagonista é muito interessante, pois ele é em sua essência uma pessoa pura. Charlie tem uma personalidade peculiar que é resultante da mistura de altruísmo, inocência e inteligência. Talvez, sua maior qualidade seja sempre se manter fiel a seus valores e aos seus amigos. Que fique claro: Charlie não é santo - ele bebe, fala palavrões e até chega a fumar -. Mas o interessante é que ele faz essas coisas na inocência - só lendo para entender -.

Outra coisa bastante legal nesse livro é a forma na qual ele é estruturado! Todo o livro é feito de cartas – literalmente – e nelas, Charlie narra as coisas que aconteceram em sua vida.

Os personagens do livro, assim como Charlie, são muito singulares. Todos eles têm uma personalidade incomum e isso faz com que o leitor goste de todos eles. Patrick e Sam, especialmente, são muito carismáticos, você irá amá-los como se fossem de verdade.

A historia é bastante complexa e os mistérios apresentados vão sendo desvendados ao longo da história - o que é muito bacana -. Não é um livro que vem nutrindo mistérios para que no fim seja mostrado tudo de uma vez. Neste, as coisas vão simplesmente acontecendo e você embarca na história sem perceber. Em pouco tempo você estará devorando as páginas para saber o que vai acontecer e para descobrir como Charlie irá encarar os acontecimentos.

Dou uma nota 10, sem dúvidas! Não vi defeito algum, além de ser um dos livros que mais gostei de ler. Não costumo falar das adaptações de filme para livro, mas tenho uma coisa a dizer do filme: a escolha do elenco foi simplesmente perfeita - Emma Watson ♥ -. Os atores conseguem passar o que se espera da essência dos personagens. Recomendo ambos: livro e filme. 

Deixem nos comentários o que acharam do livro! Digam se já leram o livro e assistiram o filme, ou se fizeram apenas uma das duas coisas! Comentem o que acharam dos dois. Abraços!
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sampalouca, sampalove ♥

Por: Alysson Rocha

        Hello! Saudades? Eu também! A ausência tem motivo, pessoal! Eu estava viajando! Imaginem a bagunça! Eu voltei à Maceió na madrugada do Domingo para a Segunda-Feira. Assim que eu voltei,  havia mil coisas para fazer – seminário e projeto de pesquisa –, por conta do final do semestre. Dei vários rolês, fiz compras e me acabei na baladinha pelos motivos de que não sou de ferro. Em relação ao voo, foi uma viagem super tranquila, teve um pouco de turbulência na volta, mas nada demais.

Como qualquer estudante sabe, andar de ônibus faz parte de nossas vidas, né mores? A novidade, para mim, foi pegar o fura-fila. Deixem-me explicar! O fura-fila é um corredor de ônibus que funciona como um metrô - nesse trajeto só passa busão, ou seja, não tem carro, nem moto e muito menos bicicletas disputando o espaço. O legal é que há estações onde os ônibus param para que os passageiros possam entrar e sair durante o percurso. Todos os ônibus têm TV. Se você é de Maceió, com certeza, irá ficar pasmo ao fazer o comparativo dos ônibus de SP com os ônibus maceioenses - choremos -.

Eu, particularmente, odeio o calor e prefiro o frio. Não estamos no Inverno, mas em São Paulo, mesmo estando perto do Verão, há uma temperatura agradável em torno de 19º C a 25º C. É uma deliciosa sensação de frescor! Aqui, em Maceió, nessa época, a temperatura gira em torno de 29º C a 33º C. Não quero nem falar quando chega o verão propriamente dito.
Vejo a mídia falando sobre a falta de água e poluição em Sampa, mas eu não vi nada disso. Tem água sim – pelo menos onde fiquei - e não senti diferença alguma do ar que respiro em Maceió para o de SP, e olhe que tenho Rinite e tive bronquite alérgica quando criança. São Paulo pode não ser atraente para quem prefere uma fazenda ou lugares calmos, mas eu sou agitadíssimo e ver uma megalópole que não dorme é muito animador! Devido ao corre-corre, alguns paulistanos parecem ser individualistas! É mais ou menos assim: aqui é cada um por si e Deus por todos. Não sei se estou certo, mas as pessoas puxam assunto facilmente com você, então não estranhe.

Há um “código de convivência” imaginário! Primeiramente: se você está na escada rolante, posicione-se do lado direito. Isso acontece porque algumas pessoas quando estão muito apressadas não querem ficar paradas na escada rolante, então irão subir ou descer a escada mais rápido. Em resumo: a passagem precisa estar livre em algum dos lados – geralmente, o esquerdo -.

Segundamente: pratique a educação com o próximo! Em Sampa é muito comum as pessoas pedirem desculpa e licença. Imaginem um estado com mais de 44 milhões de habitantes! É inevitável um esbarrão ali ou um empurra-empurra aqui, por isso seja educado e evite conflitos. Aqui em Maceió, se alguém esbarrar em você, provavelmente tu vai gritar: me leve! Terceiramente: não é necessário procurar um lugarzinho para entrar dentro do veículo e ir com a cara imprensada na janela. Não force a barra!

Obs.: o Estado de Alagoas tem menos de 4 milhões de habitantes. 4 versus 44, sentiram a diferença!?

Ao fazer uma comparação sobre os Aeroportos, comecei a calcular que no Aeroporto de Guarulhos cabe uns 4 aeroportos de Maceió ou até mais. O GRU Airport é realmente grande! Empresas como a TAM e a Gol oferecem translado do aeroporto de Guarulhos para o de Congonhas totalmente de graça, basta apenas apresentar o bilhete de voo. Sair do aeroporto de Táxi em SP custará, no mínimo, R$50,00.

Quem mora em Maceió, sabe que não se pode andar de celular na rua em nenhum horário. Assim que cheguei em SP, eu não quis andar com o celular visível, mas depois fui percebendo que a maioria da galera anda com o celular na mão. Pessoas, que moram lá há mais de 15 anos, disseram-me que é difícil um assalto de celular acontecer com a mesma frequência que acontece em Alagoas. Eu relaxei e em poucas horas já estava andando com meu celular na mão pelo centro de São Paulo.

É bem atraente ver maiores oportunidades de trabalho e uma diversidade de oportunidades em um Estado onde tudo acontece. Redes de fast-food como McDonalds, Habib’s e Subway parecem estar em cada esquina. A Rua Augusta é uma loucura durante à noite! Naquela rua há mais de 10 baladas e bares que vão de Pop a Rock e de Samba à MPB. Observem que estou falando apenas de uma RUA de São Paulo. 

No Estado de Alagoas não há essa quantidade de baladas que existem na Rua Augusta. São Paulo disponibiliza uma vida social ativa: baladas mil, shows milhões, muitos espetáculos e assim por diante. A Avenida Paulista é um amorzinho! Nunca dorme porque sempre tem gente passando por lá ou porque tem uma obra sendo construída em plena madrugada. 

Fui à Feira da Liberdade – adorei ver orientais reunidos –. Fui provar o pastel de feira mais famoso de São Paulo: o Pastel da Maria. Antes de ir à feira, visitei a Praça da Sé e a Catedral. Como não sou de ferro, dei aquele pulinho no Brás e na Rua 25 de Março atrás de coisas baratas. Pense no vuco-vuco. 

Achando pouco, fui dar uma passadinha pelo Mooca Plaza Shopping e comprei um livro na loja física da Saraiva. Levaram-me para comer uma pizza em uma padaria de esquina no Sacomã. Gente! Que pizza deliciosa era aquela? Não estranhem! É pizza sendo vendida em padaria mesmo! Aqui em Maceió, as padarias só vendem pão e, às vezes, mantimentos.

Bom é isso gente! Espero que tenham gostado da minha aventurinha na Sampalouca. Deixem nos comentários suas experiências em São Paulo! Um beijo bem grande e abraço!
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Resenha: A Seleção

Por: Léo Lima

                     Olá leitores do Literama! O livro da vez será A Seleção, uma amiga o recomendou e não hesitei em confiar em sua recomendação. Quando li o verso do livro me interessei bastante na história, pois mostra de forma sucinta sobre do que o livro se trata. Como esperado, eu gostei tanto do livro que o li em apenas um dia, de tão curioso que fiquei. Espero que gostem tanto quando eu gostei.

SINOPSE:

A Seleção se passa em um futuro alternativo, pós Terceira e Quarta Guerra Mundial. Do que restou dos Estados Unidos, foi formada uma nova nação, o reino de Illéa. Neste, há um sistema de castas que varia do Um ao Oito, quando mais baixo o número, mais pobre você é. A Seleção é uma tradição de Illéa, que consiste em determinar quem será a próxima rainha. Assim, uma carta é enviada para todo o reino, e nela tem a seguinte mensagem:

“Nosso amado príncipe, Maxon Schreave atinge a maioridade este mês. Para adentrar esta nova fase de sua vida, ele deseja ter uma companheira a seu lado, uma verdadeira filha de Illéa. Se sua filha, irmã ou protegida elegível estiver interessada na possibilidade de tornar-se a noiva do príncipe Maxon e a adorada princesa de Illéa, por favor, preencha o formulário anexo e entregue-o no Departamento de Serviços Provinciais da sua localidade. Uma jovem de cada província será escolhida aleatoriamente para encontrar-se com o príncipe. As participantes serão hospedadas no agradável palácio de Illéa, em Angeles, enquanto durar sua estada. A família de cada participante será recompensada generosamente por seu serviço à família real.”

Desta forma, a história se inicia com America Singer recebendo a carta e discutindo com sua mãe, já que ela quer que a filha participe da seleção. America, por sua vez, está perdidamente apaixonada por Aspen – seu namorado secreto. Não assumiram o romance pelo fato dele pertencer a casta Seis – e ela não queria deixá-lo para participar da seleção.

Ironicamente, Aspen acaba a convencendo a participar, alegando que ela merece uma chance de ter uma vida melhor. Somando isto mais o fato de que sua família realmente estava precisando de dinheiro, ela acabando decidindo participar. Finalmente, duas semanas depois, chegara o dia em que no Jornal Oficial de Illéa seriam anunciadas as 35 jovens escolhidas para a Seleção. A família de America aguardava enquanto vários nomes eram citados na televisão, até que no quarto nome, Gavril – apresentador do jornal – anuncia: “Senhorita America Singer, de Carolina, Cinco.”

Os dias seguintes foram agitados, uma equipe foi enviada a sua casa para que lhe fossem explicadas as regras, que consistiam em dar entrevistas, aparecer no jornal todas às sextas-feiras, entre outras. Antes de partir, Meri – como Aspen a chamava - tem uma conversa com Aspen e acabam rompendo o romance escondido. America já estava de saco cheio de tudo isso, e já odiava o príncipe antes mesmo de conhecê-lo. Decidida a partir apenas para conseguir os benefícios, ela está decidida a aguentar no palácio o tempo que puder.

Chegando ao aeroporto, foi dito que ela partiria dali com mais três selecionadas. Ela foi a primeira a chegar, seguida de Marlee – uma Quatro bastante amigável e sincera - e Ashley – uma Três, loira, bastante graciosa e a favorita de muitos -, ambas foram receptivas, o que tranquilizou America. Quando Celeste chegou – uma intimidadora Dois -, foi antipática ao extremo e estava decidida a vencer não importa quais métodos tivesse que utilizar.

Finalmente chegam ao castelo e lhes é explicado que no dia seguinte, todas elas iriam falar com o príncipe individualmente, e que até lá, nada de tentar encontrar-se com Maxon às escondidas. Porém, à noite, por obra do acaso America acaba encontrando-se com o príncipe e descobre que, afinal, ele não é tão superficial assim.

Queria poder falar muito mais, mas não é do meu feitio ficar espalhando spoiler na sinopse, e acho que até dei alguns, mas nada de tão surpreendente. Espero que admirem esta obra da Kiera Cass tanto quanto eu, pode parecer uma historinha boba, mas ela envolve muitos fatores o que torna tudo mais interessante. Boa leitura!

CRÍTICA:

Bom, se você gosta de Jogos Vorazes, com certeza irá gostar de A Seleção, as histórias possuem algumas semelhanças.

Admito que no início eu achei a história bastante superficial, achei que seria algo muito bobo, é claro que me enganei. Kiera Cass está de parabéns, conseguiu criar um paradoxo entre algo novo e antigo, já que o livro se passa num futuro, e o que era os Estados Unidos hoje em dia, agora é Illéa, com um sistema monárquico. Ao longo dos livros, vem sendo explicado cada vez mais sobre a criação de Illéa.

Outro fator bastante legal do livro é que a “mocinha” já está apaixonada por outro cara, e basicamente odeia o príncipe. Mas conforme a história se passa, Maxon vai conseguindo conquistá-la aos poucos. Quando America se dá conta, o elo que cria com o príncipe já é tão grande que ela passa a gostar dele o suficiente para querer ficar.

Bom, como toda boa história precisa de um pouco de ação, é claro que esta não seria diferente. Kiera traz neste livro um fator que resolve este problema: os rebeldes. Estes, são divididos entre sulistas – um grupo letal que não costuma se rebelar tanto, mas quando o faz, pessoas morrem -  e nortistas – atacam com muito mais frequência, mas quase nunca conseguem invadir -. Durante a seleção, a propriedade é atacada algumas vezes, as selecionadas têm proteção, mas algumas preferem não correr o risco e acabam por desistir.

Durante o início da história, eu queria muito que America ficasse com Aspen, já que se amavam há tanto tempo. Mas à medida que é mostrado a forma como Maxon se importa com ela, eu já começo a torcer para que fiquem juntos. Ele sempre faz tudo o que pode para vê-la feliz e confia tanto nela que chega até a contar seus segredos mais obscuros.

A história de amor dessa trilogia se tornou uma de minhas preferidas, é tão honesta a forma de amar de Maxon que torna tudo mais bonito. Foi muito bom ler esta trilogia.

Ainda falando da trilogia como um todo, quando soube que os três livros seriam apenas sobre a seleção do início ao fim eu pensei: Como diabos essa seleção vai durar três livros?  Afinal, ao fim do livro, após um grande ataque rebelde, Maxon decide reduzir o tempo da seleção e avançar para a próxima etapa: A Elite. Quem fosse eliminada a partir de agora, sairia de lá automaticamente como uma Três. Desta forma, 29 garotas foram mandadas para casa só no primeiro livro, logo pensei: “Definitivamente não tem como dois livros falarem apenas sobre essa seleção, só tem seis garotas!”, mas de alguma forma a Kiera conseguiu, hehe.

A nota que dou para este livro é um merecido nove. O livro só pecou um pouco na forma com que Meri fazia o Maxon de besta – não consegui encontrar outra expressão -, meio que um efeito ioiô. Fora isto, achei muito bacana a narração do livro, sendo ela de primeira pessoa, e Meri simplesmente age de forma tão natural com uma linguagem tão sucinta que a leitura se torna bastante espontânea.

Em breve falarei sobre A Elite e A Escolha e assim você saberá como ocorreu o restante desta história fabulosa. Fiquem de olho.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014

El Día de Los Muertos

Por: Alysson Rocha

                   Hola chicos! A postagem de hoy, é uma viagem com o passaporte carimbado para à terra dos Sombreros. Estamos em Novembro e eu não poderia deixar de falar dessa festa que é tão linda - e que acho que muitos desconhecem -. Se vocês fazem a linha aspirador de pó e conseguem pegar as coisas no ar, sabem que estoy hablando do México e "El Día de Los Muertos" haha!

Entonçes, pueblo - jurei não usar nenhum termo em inglês nessa postagem -. Eu fui apresentando à "coisa toda" quando estava na época da escola, através da minha professora de espanhol - Leilane um beijo -, e confesso que fiquei bem interessado. Na época, os alunos da turma de inglês falaram sobre o Halloween - aquele que todos conhecem - e a turma de espanhol do Dia dos Mortos. Foi um dia bem legal com bastante conhecimento - e comida haha -.

No Brasil, o “Dia de Finados” serve como um momento de dar vazão à tristeza, mas no México a coisa é totalmente diferente. É dia de festar, encher a cara e bailar muitíssimo. E não pensem que se usa a cor preta não! O negócio é abusar da cor, do bom humor e muita comida! Essa tradição vem intrigando turistas há tempos. As pessoas que vão visitar o país nessa época podem estranhar e até se ofender com a celebração por considerarem uma falta de respeito fazer festa durante o luto.

A tradição diz que nesse dia, os mortos saem do inframundo – na cultura deles é um lugar lindo e cheio de riquezas, pois inexiste o céu e o inferno - para visitar as pessoas queridas que deixaram na terra. Acredita-se que no dia 1º de novembro, dia de Todos os Santos, “chegam” as almas das crianças e no dia 2, as dos adultos. Por isso, é para festar durante dois dias.

O símbolo dessa relação do mexicano com a morte é a famosa calavera Catrina - uma caveira que aparece vestida com diferentes roupas e acessórios e que na tradição mexicana é casada com Mictlantecuhtli, o Senhor da Terra dos Mortos - que faz parte do cotidiano em todo o país. No Día de los Muertos, também são muito populares as calaveritas de dulce (pequenas caveiras doces), que enfeitam vários lugares e ganham diferentes cores.

Para recebê-los são feitos altares com coisas e lembranças que estas pessoas gostavam. Como objetos, comidas e até bebidas como tequila e cerveja, cigarros e brinquedos para as almas das crianças. No altar também são colocadas fotos das pessoas e algumas velas.

Doces de todos os tipos (pirulitos, chocolates e balas) em forma de caveira são batizados com nomes de pessoas mortas ou até de pessoas vivas como forma de brincadeira, e são comidos pelos amigos e familiares. Inclusive, há um doce que se faz especificamente para esse dia que é o “pan de muerto”, pero que comen los vivos.Os túmulos são decorados com flores do tipo Cempasúchil (ou flor de muerto) - uma flor amarelada bem bonita e que é conhecida por guiar as almas dos mortos -.

Deixem nos comentários o que vocês acham a respeito da festa! Se já conheciam ou não, se gostam ou se já participaram. Aguardo vocês! Há braços, até a próxima.

ASSISTAM DOIS VÍDEOS SOBRE EL DÍA DE LOS MUERTOS:

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Novembro Azul

Por: Alysson Rocha

Hey folks! Hoje o assunto é sério e é sobre saúde! O número de câncer de próstata nos homens brasileiros é absurdamente muito grande, cerca de 60 mil casos – é o segundo câncer mais comum, apenas perdendo para o câncer de pele -. Ao passar o Outubro Rosa, agora é chegada a hora do Novembro Azul – mês voltado à saúde do homem -. Esse mês é dedicado às ações que visam esclarecer, sensibilizar, conscientizar e incentivar a população masculina sobre a importância do exame preventivo e do diagnóstico precoce, para que, assim, o câncer não seja descoberto quando for tarde demais! A campanha é idealizada pelo instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Sempre atenta às causas sociais, a Dudalina lança a primeira linha de camisas exclusivas para promover a campanha Novembro Azul. A marca destinará 100% do lucro referente à venda destas peças para instituições ligadas à doença. Ao todo foram desenvolvidos oito modelos de camisas, todos em tons de azul. Para dar maior visibilidade, alguns homens do mundo da tevê e da moda aderiram à iniciativa: os apresentadores Edu Guedes e Celso Zucatelli, o blogueiro Kadu Dantas, o ator Gabriel Sater, o modelo e ex-BBB Jonas Sulzbach etc.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que todos os homens, a partir dos 45 anos, procurem um médico para realizar exames de rotina. Entre eles, o exame do toque, que é capaz de diagnosticar o câncer de próstata.

A próstata é uma glândula presente nos homens, localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. O câncer pode ser descoberto inicialmente no exame clínico, um toque retal - exame que enfrenta a resistência de muitos homens - combinado com o resultado de um exame de sangue. Se detectado o tumor, só a biópsia é capaz de confirmar a presença da doença. A SBU afirma que, quando descobertos no início, 90% dos casos são curáveis.

Se seu pai ou algum parente tem mais de 45 anos, converse com ele sobre a importância do exame preventivo. Use nas redes sociais as hashtags #novembroazul e #dribleopreconceito. Apoie esse movimento!
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Resenha: Sete Ossos e Uma Maldição - Parte Dois.

Por: Léo Lima

               Olá leitores do Literama! Continuando o especial de Halloween e conforme foi prometido, aqui vai a 2ª parte da resenha do livro “Sete Ossos e uma Maldição”. A 1ª parte foi publicada mais cedo, você pode lê-la clicando aqui.

SINOPSE:

Em sequência, têm-se o sexto conto, chamado “Sete ossos e uma maldição”. Clara estava tendo pesadelos, onde sonhava com uma mulher sussurrando “Meus ossos” e isso a estava assustando muito. Sua família era espírita, e ela logo pediu ajuda a seus pais e sua tia. Na sessão espírita, uma velha incorporou sua tia e ordenou a destruição do quarto para que a casa pudesse ser purificada.

Clara ganhara um quarto novo, e uma coleção de seis bonecas. Quando foi arrumá-las, notou que havia mais uma caixa, e nela havia mais uma boneca, maior e mais bonita que todas as outras. Decidiu chamá-la de Muriel. Depois disso, seus pesadelos cessaram, mas ela sempre acordava durante a noite ouvindo o som de uma gargalhada de mulher, e pela manhã, uma de suas bonecas sempre aparecia maltratada.

Ela novamente recorre a seus pais, e o conto vai se direcionando para o fim quando uma mulher com sotaque espanhol incorpora sua tia e alega que Clara está possuída.

O sétimo conto é “O fruto da figueira velha”. Denise é uma recém-casada que estava à procura de um imóvel, e quando descobriu que uma casa enorme, com um grande terreno estava à venda por um preço baixíssimo, não pensou duas vezes ao comprá-la com seu marido. O motivo do baixo preço seria o fato de a casa ser mal assombrada, mas, segundo Denise, não tinha nada que 10 baldes de tinta não resolvam.

Um ano se passa, e a casa está irreconhecível e esbelta, a única coisa que ela manteve foi a grande figueira. Na primeira noite, ela fez um jantar em seu jardim e quando foram comer a sobremesa, não conseguiram o comer o pudim de tão ruim que estava – nenhum dos dois sabia cozinhar -, então Denise notou que a figueira estava cheia de frutos, alegando que seria a sobremesa perfeita, ela pega um figo e o divide com o marido.

Após este dia, coisas começam a acontecer e Denise passa a começar a acreditar no sobrenatural. É chegado um momento em que ela deve fazer uma terrível escolha e, desta forma, o conto vai se encaminhando para o fim.

“A procissão” é o título do oitavo conto. Ele se inicia mostrando um grupo de quatro amigos – Marita, Tomé, Carlos e Adriano – que estavam andando numa rua deserta, até que Adriano olha ao longe uma procissão de mulheres passando. Elas andavam lentamente e tinha um véu negro sobre suas cabeças. Algo maligno emanava dali. Questionando os amigos ele se dá conta que apenas ele está vendo àquilo.

O que mais o estranhou foi ter visto Marita junto com sua mãe e vó no meio da procissão, mas não conseguiu contar isso a ela. Assim, ele fica intrigado e vai à casa de Marita por respostas, já que a sua vó vem de um lugar onde bruxaria é algo comum, e quando descobre a verdade sobre a família, já é tarde demais.

O penúltimo conto chama-se “Morte na estrada” e relata sobre uma família que sofreu uma experiência um tanto estranha. Ela consiste no seguinte: Uma mulher aparece na estrada pedindo socorro, alegando que sofreu um acidente e que seus três filhos estão dentro do carro, ainda vivos. Quando a família chega ao local, de fato há três crianças vivas, porém a mulher que pedira ajuda está ao volante, morta.

Três anos se passam, e Tico deixa de ter pesadelos sobre o que aconteceu, mas quando ele encontra Dolores perto de sua casa, tudo muda e ele caminha em direção a uma armadilha.

O último conto, por sua vez, é “O elevador”. Nele mostra pai e filho indo se mudar para um prédio vagabundo que cheirava muito mal. Como se isso não bastasse, havia um elevador que rangia muito quando era utilizado. Quando ele foi dormir, começou a ouvir muito barulho, vindo do elevador.

Ele passa a ficar intrigado e decide investigar a situação. À medida que ele prossegue sua investigação, ele descobre coisas que o fazia se arrepender de ter começado tudo isso.

CRÍTICA:

Esses últimos cinco contos eu admito que não gostei muito, os finais ou ficaram muito vagos ou ficavam meio: WTF? Bom, cada um com seu gosto, irei fazer uma breve crítica destes últimos contos – again -.

Conto 6 – Sete ossos e uma maldição

Cria-se muita expectativa por este conto, já que é o título do livro, mas admito que o final deste ficou bastante vago. Não sei se me faltou imaginação ou capacidade de dedução, mas achei que poderia ter sido mais especificado certas coisas, para que o final ficasse mais coerente. Gostei bastante do enredo e até fiquei com um pouco de medo enquanto estava lendo, se o desfecho tivesse sido melhor, seria o melhor conto do livro, sem dúvida.

Conto 7 – O fruto da figueira velha

Tanto a história quanto o desfecho deste conto são excepcionais. Eu só não gostei muito da “força maligna” do conto, ficou muito fantasioso. Mas fora isto, eu adorei a forma que Denise negligenciava o sobrenatural, pois é uma coisa que muito adulto faz, por isso achei bastante realista.

Conto 8 – A procissão

Acho que esse foi o conto que mais me deu medo. Foi muito sinistro a aparição que Adriano teve, e mostrando ainda sua amiga com mãe e vó, te faz imaginar o que seria tudo aquilo, uma vez que as três estavam vivas. Quando ele começa a descobrir a verdade sobre a família dela, o conto vai se concluindo, eu só achei que o final ficou sem fundamento, mais uma vez me pergunto: será que minha capacidade dedutiva está falhando ou o final deixou a desejar?

Conto 9 – Morte na Estrada

Esse conto me deixou bastante confuso. Uma lenda urbana pairava pela cidade e todos tinham conhecimento dela, mas quando a exata situação passa a ocorrer com a família de Tico eles simplesmente não relacionam a situação com a lenda e seguem o mesmo roteiro esperado. Isso não teve lógica. E o final, quando Dolores manda ele segui-la, ele simplesmente obedece! Quem diabos seguiria uma menina até os limites da cidade por pura curiosidade?

Conto 10 – O elevador

Esse conto foi bem estruturado, mas eu esperava mais do final. Gostei muito do enredo, das situações em que ele se meteu para desvendar o mistério, mas eu esperava algo mais trágico. Fora isto, achei bastante legal a situação que foi mostrada, faz o leitor ficar imaginando o porquê das coisas, se vocês pararem pra pensar – da mesma forma que eu fiz -, conseguirão compreender o que realmente causou tudo.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Resenha: Sete Ossos e uma Maldição - Parte Um.

Por: Léo Lima

             Olá leitores do Literama! Em homenagem ao Halloween, o livro da vez será um pouco assustador. Li ele há sete anos, mais ou menos, na época que estudei em colégio militar – sim gente, ele estudou (Alysson falando) - e achei a capa meio assustadora na biblioteca de lá. Inicialmente, achei que o livro seguiria uma linha de raciocínio, mas, na verdade, o livro mostra 10 contos distintos, mas que podem deixar você meio desconfiado na hora de dormir, hehe.

Irei dividir as resenhas em duas partes, já que optei por falar do livro como um todo e sobre cada um dos contos. Espero que gostem!

SINOPSE:

O primeiro conto chama-se “Crianças à venda. Tratar aqui.”. Ele fala sobre Marialva, uma mulher de vida miserável e que tinha nove filhos. Depois de quatro terem morrido de doença ou de fome, ela decide colocar seus filhos à venda, para que eles possam ter uma vida melhor do que ela teve.

O primeiro filho a partir foi Tião, levado por uma família americana, cerca de um mês depois, foi mandada para a família uma foto mostrando ele com brinquedos novos e com uma expressão feliz, e Marialva concluiu que fez a coisa certa. A segunda foi Francineide e em seguida Ronivon.

O seguinte seria Fabiojunio, uma família de Cruz Alta já havia fechado negócio e estava para chegar e ir buscar o menino. Quando o casal chegou, Simara – a irmã mais velha – achou o casal um tanto esquisito, mas ao questionar isso para a mãe, ela dá de ombros e alega que ricos são todos esquisitos.

A cada mês era enviada uma foto de Fabiojunio para a família acompanhada com uma boa quantia em dinheiro, Simara sempre achava a expressão do irmão cada vez mais estranha e triste, mas sua mãe já mal olhava para as fotos, sempre de olho na quantia em dinheiro que vinha junto.

“A última foto era ainda mais impressionante. Solitário, sentado à cabeceira de uma mesa imensa, de madeira escura e polida, Fabiojunio não olhava para a baixela de prata à sua frente, nem para a louça filetada de ouro, nem para os talheres de cabo de madrepérola. Seu olhar tampouco se dirigia para o fotógrafo. Parecia fixar-se num ponto impossível, distante, muito além da realidade.”

Intrigada, ela recorreu ao padre e pediu sua lente de aumento, para que pudesse investigar minuciosamente a foto do irmão. O resultado a surpreende e ela se vê necessitada a ir onde o irmão está para salva-lo deste casal. O fim deste conto acaba sendo bem curioso, pois o fim deixa um diálogo solto, fazendo o leitor imaginar o que realmente aconteceu.

O segundo conto chama-se “Devolva minha aliança”. Pedro e Antônio, dois amigos de infância, costumavam brincar no cemitério ali perto, apenas durante o dia. Mas à medida que eles cresciam, a curiosidade de experimentar coisas novas se sobrepunha ao medo e decidiram se aventurar por ali durante a noite.

Certo dia, Antônio tropeçou numa cruz e caiu no chão, Pedro tentou agarrar o amigo pelo tornozelo, e rapidamente levou um coice do amigo, que estava apavorado. Correram dali e só ao chegar à rua, puderam compreender o que tinha de fato acontecido. Porém, a partir deste dia, Antônio ficou convencido de que se fosse um defunto de verdade, ele teria desferido um coice em seu rosto, e foi isso que ele saiu espalhando por aí.

Pedro já estava ficando de saco cheio e desafiou seu amigo a ir buscar a aliança da noiva que havia sido enterrada mais cedo. Dessa vez ele teria plateia à sua espera na porta do cemitério, e não podia recusar, mesmo estando com muito medo.

Conseguiu pegar a aliança, mas antes de chegar à porta do cemitério ela desapareceu. Depois disto, certas coisas começaram a acontecer com Antônio, e o final desta vez é bem conclusivo.

“Os três cachorros do senhor Heitor”, é o nome do terceiro conto. Inicialmente é mostrada a notícia de que Zé Luiz – um garoto de dez anos que vivia na pequena cidade de Bambuzal - morreu. Aparentemente, não haviam marcas de violência em seu corpo, apenas uma expressão de puro medo em sua face. Quem a via podia jurar que ele morreu de susto. Até que reparam que havia marcas de mordidas nos braços e em seu pescoço.

Feita a autópsia, descobre-se que a causa da morte foi ataque cardíaco, provocada por uma fortíssima emoção e que as marcas de mordidas foram muito superficiais para chegar a feri-lo.

Desta forma, Marcelo – amigo de Zé Luiz – fica muito curioso e decide investigar quem matou o garoto – porque disso ele tinha certeza, havia um assassino -.

Caminhando pela cidade ele nota que a casa de dona Zezé estava com luzes acesas, o que era muito curioso já que ela já havia morrido, e, como todos achavam que sua casa era mal assombrada, ninguém ousaria comprar o imóvel. Mas isso era o que bastava! Ele tinha certeza que o motivo da morte de seu amigo estava relacionado a isto.

Assim, ele começa sua investigação à procura de respostas com apenas uma certeza em mente: o culpado era o atual morador daquela residência.

Em sequência, tem-se o quarto conto chamado “Dentes tão brancos”. Nele, conta que Andréia havia ido para uma festa de sua amiga Mariana. Era uma festa à fantasia com o tema “Morte”. Assim, os convidados pensavam numa forma de passar dessa pra melhor e arranjar uma fantasia que combinasse com isto.

Chegando lá muito cedo, ela vai para o jardim passar o tempo e acaba conhecendo um violinista de beleza estonteante. Cabelos longos e ruivos, pele pálida, olhos violeta, alto e magro, foram suficientes para “seduzir” Andréia, e ela rapidamente se apaixonara pelo rapaz após um pequeno diálogo.

Prometendo a ela que ficarão juntos, manda-a esperar por ele atrás de uma árvore e, à meia noite, ele irá lá buscá-la. O resultado deste encontro mostra a verdadeira natureza do rapaz e conduz o conto para seu fim.

Logo em seguida, o quinto conto, “O chapéu de guizos”. Conta-se que um garoto de treze anos ouvia vozes desde sempre. Isso nunca o assustou, nem mesmo quando era criança, mas agora, aos 13 anos, estava apavorado com a voz do chinês.
Mexendo nas quinquilharias de sua avó, ele encontra enrolado num pano uma imagem de louça de um chinês. Lembrava muito o senhor Chan, o velho quitandeiro que vendia verduras a sua vó. Misteriosamente, ele havia sido assassinado anos atrás. Além desta semelhança, nada mais o chamou atenção, com exceção de seu chapéu de guizos.

Depois disto, ele decidiu esconder a imagem de louça consigo, quando ele foi dormir a voz pediu para que ele o colocasse embaixo de seu travesseiro. Mas por curiosidade do que por vontade, ele obedece à voz. Ao acordar, não nota nada de diferente consigo mesmo e segue sua rotina.

Coisas acontecem durante este dia, e chegando ao seu término ele entende o porquê do pedido do chinês e quando as peças se encaixam, já é tarde demais.

CRÍTICA:

Bom, primeiramente falarei sobre o que achei do livro em si e depois sobre os contos abordados até o momento. O livro mostra contos de suspense, fantasia e terror, porém não é nada apelativo. A linguagem usada por Rosa é bem direta e envolvente, começa contando suas histórias de forma inocente e sem tanta expectativa e quando você se dá conta está louco para saber o que irá acontecer!

Seus contos têm início, meio e fim, são bem estruturados, e o leitor deve sempre ler os finais atentamente, pois com ele você consegue deduzir bastante coisa – tipo: “O que ele/ela era?”, “Por que faziam isso?”, “Quem fez isto?”, coisas deste gênero -. Achei isto muito bacana, pois, mesmo com pouco texto, você consegue abranger a história de acordo com sua capacidade de dedução.

Outro ponto positivo é que a narrativa te mostra coisas que você faria naquela mesma situação, aposto que assistindo algo de terror você imagina: “Por que diabos ele iria fazer isso?”, hehe.

Um detalhe que gostaria de mencionar é que o livro é nacional. Bom, eu tenho um pouco de receio de ler livros nacionais e não gostar muito, já que os gêneros de livros que gosto são bem raros de serem escritos no Brasil, mas este livro me agradou bastante!

Existem alguns contos que não gostei muito, mas acho que isto vai do gosto de cada um, irei falar agora um pouquinho sobre o que achei deles individualmente:

Conto 1 – Crianças à venda. Tratar aqui.

Achei que a personalidade de dona Marialva se mostrou bastante duvidosa, uma vez que a quantia de dinheiro recebida a fazia prestar pouca atenção às fotos de seu filho. Não gostei disto ter acontecido, pois o início do conto te faz pensar que ela agia de boa fé – e realmente agia – então não achei necessário fazê-la ficar tão interesseira! Mas fora isto o conto foi bastante legal e criativo, e te deixa morrendo de pena de Simara :/       

Conto 2 – Devolva minha aliança

Achei este conto bastante interessante, pois conta sobre algo que muita criança já teve vontade de fazer – ao menos eu já tive ._. -. Achei o enredo dele bastante envolvente e te faz criar bastante expectativa quanto ao que está por vir, e isso te impede de gostar do final! Simplesmente não aceito um fim tão fraco pra uma história tão boa, mas foi conclusivo e é o que importa...

Conto 3 – Os três cachorros do senhor Heitor

Este conto foi muito interessante no fator: “Adivinhe como Zé Luiz morreu”. Quando você lê a primeira página, você acha que ele morre por um motivo bastante óbvio, mas quando a história começa a se desenrolar, já é certo quem o matou e só resta o fator: “Por quê? Como?”, e isto é o bacana do conto, ele te faz criar teorias. O final fica em aberto para o leitor tentar adivinhar o que acontecerá, sério, gostei muito da forma como o conto foi passado!

Conto 4 – Dentes tão brancos

Confesso que este conto foi muito ridículo – em minha opinião. Sério, que tipo de garota se apaixona por um cara que acaba de conhecer? E ainda mais, o obedece quando ele a manda não falar com ninguém e apenas esperar por ele atrás da árvore! Claro que tem coisas legais que aconteceram, o final, por exemplo. Foi muito bacana como a história foi concluída, só achei que a autora pecou neste aspecto.

Conto 5 – O chapéu de guizos

Sem dúvidas foi o meu preferido dentre estes cinco primeiros contos. O conto é bem curto e direto, não explica muito o porquê de tais coisas aconteceram, elas simplesmente acontecem, e no final, o último parágrafo com apenas duas frases consegue explicar muita coisa e é aí que entra o fator dedução.
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